quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

I wont to please, please, help me!

Ô meu povo querido! Desculpas pela ausência e vamos lá pro post!
Fato é que tem muita coisa me angustiando. E eu me sinto presa pra conversar sobre isso com outras pessoas. Todo mundo à minha volta parece feliz e medianamente satisfeito com a sua vida; Acho um tanto incômodo importuná-los com meus problemas.

Tá certo, vou parar de enrolar. Assunto clichê, leia-se pais. Não, não. não vou dizer que são ridículos, irritantes, "quadrados" e suas possíveis variações. Amo-os do jeito que são e melhor os estragaria.

O problema talvez não seja com eles. Talvez seja comigo. Filhos crescem, pais não. E tenho certeza que eles se sentem quase como espectadores quanto a isso, como se o trabalho deles já tivesse sido feito e mais nada pudessem fazer.

E de certa forma, feito está. Tudo o que sou e o que sei devo a eles, e, como diz a minha madrinha, "sou uma legítima cria de seu Carlos e D. Glória".

Mas mesmo legítima cria, não penso como eles e certamente, não ajo do mesmo jeito. Temos muitas opiniões divergentes, passeando por política, sociedade e vida. Fui defender um primo meu que virou casaca (leia-se gay) e puf!, sermão de quarenta minutos sobre o que a bíblia aceita, sobre o que é anormal e etc e tal.

E isso só demonstra em parte do que eu estou falando. A nossa mais recente discussão foi sobre a carreira que seguirei. Apesar de me dar muito bem com números e companhia, sempre senti que meu caminho estava em humanas, mais precisamente nas letras. O problema, segundo meus pais, " é que letras não enchem barriga", e que eu não vou sair da faculdade de jornalismo escrevendo sobre crimes, entrevistando presedentes ou sendo correspondente no Jornal Nacional"

Eu sei que não vou, sempre tive plena consciência disso, sei que é mercado saturado, que a messe é grande e as oportunidades poucas. Mas graças a Deus, tenho mãos, boca e pernas para correr atrás do que quero. Sei que eu vou ter que batalhar muito, sacrificar finais de semana, deixar de sair e até mesmo largar de mão de alguns programas e pessoas que gosto, mas não tem jeito. Todo sonho requer um sacríficio, e eu estou disposta a fazê-lo.

Gostaria que eles entendessem isso. Que me olhassem de igual para igual (se é que podem deixar de olhar pra baixo, com esse meio tamaaanho - tá, parei.), vissem que não é mais aquela garotinha trêmula e insegura e sim um projeto de mulher, que já sabe o que quer e tem várias opiniões formadas.

Eles sempre disseram que me apoiariam no que eu escolhesse. E eu quero que eles cumpram esta promessa.

Ó Deus, transformei um post de resmungos em um de pseudo-desabafo ¬¬ . Fazer o quê, eu realmente precisava disso.
E se vocês tiveram saco de chegar no fim disso, meus parabéns, vocês realmente são leitores fiéis.

Sem mais delongas, beijosmeliguem e inté!

6 comentários:

Thiago L. disse...

Ah Sam, eu evito conversar com meus pais sobre tal assunto, eu realmente não conto com nada, absolutamente NADA com eles, mas mesmo assim eu tenho força, tenho boca e mãos, e vou á luta. Acho que o que você precisa é uma boa conversa com deus, porque ele é a força pra gente se manter em pé (:

Relaxa, você tem um futuro brilhante desde já (:

Murilo Ed. disse...

Eu te entendo muito bem, mas vai tentando, vai conversando. Foi assim que consegui mudar a cabeça[dura] dos meus pais...

Ótimo blog!

Joana disse...

É natural que os genitores sempre estranhem nossas condutas.
Entenda, eles já passaram por tantas, que hoje em dia preferem sempre a razão do que a emoção.
Porém isso não significa que vc deve segui-los >=].
PS: o bom da historia sempre é esse, vc não tem que segui-lo =]
Até mais =]

Thiago Araújo disse...

Olá!
Primeira vz passando por aqui mas confesso que o que mais me chamou atenção foi o título do BLOG. Depois q entrei confesso q gostei do template e e-te-ce-te-ra.
Realmente, uma temática sempre presenta na vida dos ex-adolescentes. Tb passei por isso a uns anos atrás mas... força! É isso q te desejo. Qdo eles nos vêem lá frente vencendo barreiras eles começam a nos olhar de igual pra igual ¬
Boa sorte e paciência!
=D

susan soares disse...

pooo, com os pais?!
muitas vezes conversa realmente não funciona.

É como diz o silvio santos," só acredito vendo"... muitos pais só percebem que somos capazes de algo. Depois que veem o que já fizemos.

Vá em frente, corra atrás de seus sonhos!

bjokas da suh!

Sam disse...

Ahh, adoro vcs! ;D